Dia 01 e 02, de São Paulo/SP à Joinville/SC

Dia 01 e 02, de São Paulo/SP à Joinville/SC

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29/06/2014 - Primeiro dia da nossa viagem. Mesmo com muita ansiedade na noite anterior, tivemos uma boa noite de sono e no horário que nos programamos para sair, às 08:00, já estávamos com as motos carregadas e prontas para rodar. Nosso plano era seguir até Joinville/SC mas passando pela estrada conhecida por Rastro da Serpente.

Nossa primeira parada foi num posto próximo de casa para abastecer. Com o tanque cheio seguimos pela Marginal Pinheiros e acessamos a Rodovia Castelo Branco(SP-280). No km 72 fizemos nossa primeira parada para tomar um café da manhã no Frango Assado que tem dentro do Road Shopping (GPS: S23.40944° W47.27799°). Pouco depois já estavamos na estrada novamente, saímos da Castelo e pegamos a Rodovia Senador Jose Ermirio de Moraes (SP-075), depois a SPA-091/270 Rodovia Doutor Celso Charuri para acessar a Rodovia Raposo Tavares (SP-270) na altura de Sorocaba/SP.

Em Itapetininga/SP saímos da Raposo e pegamos a Rodovia Professor Francisco da Silva Pontes (BR-373/SP-127) com destino a Capão Bonito/SP. Até Capão Bonito/SP todas as estradas estão duplicadas e em bom estado.

Em Capão Bonito/SP fizemos uma parada no posto BR (GPS: S24.00759° W48.34074°) para esticar as pernas. Ainda era cedo, umas 11:20, mas vimos algumas pessoas almoçando no restaurante que há no posto e acabamos decidindo aproveitar e almoçar também, pois apesar de simples, a comida era boa e barata.

Perto do meio-dia voltamos para as motos, fizemos uma parada rápida na placa que há da “Rastro da Serpente” para fotos (GPS: S24.00796° W48.34113°) e seguimos viagem pela Rodovia Sebastião Ferraz Penteado (SP-250/BR-373) sentido Apiaí, aqui é o começo da Rastro da Serpente, onde a estrada se torna bem sinuosa e a diversão começa, são cerca de 250km de curvas para todos os gostos.

O dia começou um pouco nublado, mas quando chegamos em Apiaí/SP ele começou a abrir e como não estávamos em nenhuma competição para fazer o trajeto no menor tempo, reduzimos um pouco a velocidade e pudemos aproveitar melhor a linda paisagem da estrada, com vista para vales, rios e uma bela vegetação.

Em Apiaí paramos no Auto Posto Avenida (GPS: S24.51654° W48.84151°) para fazer o primeiro abastecimento desde que saímos de SP. Já tínhamos rodado cerca de 320km, foi uma parada rápida só para combustível e logo seguimos viagem.

Chegamos então em Ribeira/SP, procuramos algum lugar para fazer uma parada para esticar as pernas, mas acabamos não encontrando, mas foi só seguir mais um pouco e atravessar a ponte que passa por cima do Rio Ribeira do Iguape, divisa dos estados de São Paulo e Paraná, e já estávamos em Adrianópolis/PR. Lá, em um outro posto BR (GPS: S24.65940° W48.99049°), paramos para ir ao banheiro e dar uma alongada no corpo.

Agora no Paraná, seguimos viagem pela estrada, que muda de nome e designação, vira a Estrada da Ribeira (BR-476). Próximo do km 19 da BR-476 (GPS: S24.76366° W49.01637°) encontramos um trecho com uma vista bonita e um lugar para parar as motos num trecho antigo e desativado da estrada. Tiramos várias fotos legais e voltamos para as motos…

Foi quando tivemos o primeiro perrengue da viagem, mal a Claide tinha voltado para a estrada e vejo ela reduzindo bastante a velocidade, ela começa a sinalizar e mostrar o pneu traseiro, que tinha acabado de furar. Por sorte ela conseguiu controlar a moto com tranquilidade e não aconteceu um acidente mais sério. Rodamos por mais uns dois quilômetros até encontrar um lugar seguro para parar as motos. Às 15:20 conseguimos fazer o primeiro contato com a seguradora Mapfre, solicitando um guincho. Passado uns 20 minutos, nos ligam, falando que estavam com dificuldade de acionar um guincho, seja um saindo da cidade de São Paulo/SP ou de Curitiba/PR, e que a estimativa atual era de 3h para a chegada. Decidimos esperar mais um pouco antes de criar um plano B e entramos em contato depois de mais 20 minutos, agora nova estimativa, 30 minutos. Passados os 30 minutos nada, ligamos novamente, a cada contato uma estimativa diferente, 1h30m, 40m, 2h, 20m. O problema é que cada informação que nos davam, nos incentivavam a ficar onde estávamos que logo estariam chegando. Nisso estávamos no meio da estrada, começando a escurecer e a esfriar, com o risco de sofrer algum assalto ou situação pior.

Depois de 5 horas de espera apareceu um guincho com uma plataforma enorme, que dava para transportar caminhonetes ou um pequeno caminhão. Depois de muita má vontade dele e da nossa insistência, o convencemos de levar a moto até Joinville/SC onde era nossa parada planejada para aquele dia. Combinamos que seguiríamos na minha moto na frente, com a Claide na minha garupa, e o guincho faria o mesmo trajeto pouco depois.

Seguimos viagem até Tunas do Paraná/PR, onde encontramos um restaurante (GPS: S24.97212° W49.08566°) ainda aberto e fizemos um lanche rápido. A estrada até lá estava boa e bem sinalizada e conseguimos rodar bem, mesmo estando de noite numa estrada que não conhecíamos. Não sei se era fome ou não, mas comemos um espetinho de frango a milanesa que estava tão bom, pena que era o último.

Depois de Tunas, próximo de Bocaiuva do Sul/PR, a estrada deu uma piorada, ela estava sendo recapeada, o asfalto até estava bom, mas não tinha sinalização alguma na pista, as faixas não estavam pintadas, não tinha os sinalizadores (olho-de-gato), nada. Acabamos tendo que diminuir o ritmo até chegar próximo de Curitiba/PR.

De Curitiba/PR pegamos a BR-376 até a divisa PR/SC onde muda de designação para BR-101.

Chegamos por fim onde iríamos pousar naquela noite, no Joinville HI Hostel à uma da manhã. Rodamos cerca de 620km, mas levamos 17hs por conta do imprevisto com o pneu e a demora no atendimento da seguradora.

Gostamos bastante do Joinville Hi Hostel www.joinvillehostel.com.br (GPS: S26.29041° W48.84047°, booking.com), ficamos num quarto com cama de casal e banheiro privativo, muito limpo e confortável. O hostel fica numa casa bem simpática, com vagas para veículos, um bom jardim onde há uma mesa e a cozinha comunitária e uma decoração descolada. Recomendamos. O quarto custou cerca de R$100/diária, pelo o que me lembro.

E a moto da Claide, cadê? Você deve estar se perguntando… Ficamos esperando ela chegar até as 3 da manhã e nada de aparecer, estávamos muito cansados e acabamos indo dormir… A moto só apareceu no dia seguinte por volta das 08:00 da manhã… O cara do guincho teve a brilhante ideia de voltar com o guincho para a base dele que ficava em Apiaí/SP a mais de 55kms de onde a moto tinha parado… desceu com a moto do guincho, colocou na caçamba de uma Ford Courier e depois de um tempo seguiu para Joinville/SC… Claro que tudo por decisão própria, sem nos avisar ou combinar conosco… Parabéns Mapfre pelo péssimo atendimento prestado…

Durante a manhã começou a briga para encontrar a câmara de pneu da Triumph para a roda traseira nas dimensões 150/70 R17. Achei que por ter revendas Triumph e BMW na região, teria facilidade de encontrar a câmara que é usada tanto na Tiger 800XC quanto na F800GS. Grande engano, ligamos para todas as concessionárias Triumph e BMW de Curitiba até Florianópolis e nenhuma tinha, ligamos em várias revendas Pirelli e Michelin e nada. Estávamos quase nos desesperando, até que com a ajuda do pessoal da pousada, encontramos uma loja de moto peças, em Joinville mesmo, a Nenê Motocenter (GPS: S26.28650° W48.84882°), que tinha uma ultima câmara nessas dimensões. Por segurança, aproveitei e já comprei uma câmara sobressalente para a roda da frente e uma outra (em dimensão aproximada) para a roda traseira caso tivéssemos um novo imprevisto durante a viagem. Dali seguimos com a moto até a Casa das Máquinas (GPS: S26.29521° W48.86463°), uma revenda de motos e oficina em Joinville, para realizarem a troca da câmara furada.

Por volta das 15hs conseguimos pegar a moto e decidimos que ficaríamos mais uma noite em Joinville para na manhã seguinte seguirmos com o nosso roteiro de viagem.

Um importante aprendizado que tivemos nesses dois dias, é que numa viagem longa como a nossa, precisamos levar na moto algumas peças de reposição, neste caso, a câmara para os pneus foi bem mais difícil de encontrar do que imaginávamos, e olha que não estávamos em um lugar tão remoto assim, estávamos próximos de grandes cidades como Curitiba/PR e Florianópolis/SC. Se tivéssemos a câmara sobressalente quando o pneu furou, o melhor seria ter voltado os cerca de 20kms até a última cidade, no caso Adrianópolis/PR, e ter procurado por um borracheiro para fazer a troca. Outra opção seria levar um kit para remoção do pneu e troca da câmara na estrada, mas além de muito trabalhoso, não sei se tenho habilidade suficiente para realizar o procedimento sozinho…

O segundo aprendizado é não depender do socorro das seguradoras, especialmente da Mapfre, que nos deixou na beira da estrada por 5 horas e depois tivemos que nos virar para consertar o pneu. A Mapfre iria novamente nos deixar na mão em um outro ponto desta viagem, mas isso é história para outro dia...

Veja também:
- o relato da Claide para este dia: "Primeiro dia, com direto a guincho, e parada de 5 horas!"
- o relato do dia seguinte: "Dia 03, de Joinville/SC à Urubici/SC "

 

Anexos

  • Descrição do Arquivo
    Tamanho do Arquivo
    Tipo do Arquivo
    Downloads
  • mr2014_01_cpt.GPX
    Track Garmin (compacto) do trecho que fizemos no dia 01 da expedição
    155 KB
    gpx
    2
  • mr2014_01_full.GPX.zip
    Track Garmin (completo e compactado .ZIP) do trecho que fizemos no dia 01 da expedição
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