Dia 03, de Joinville/SC à Urubici/SC

Dia 03, de Joinville/SC à Urubici/SC

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01/07/2014. No terceiro dia de nossa viagem partimos de Joinville/SC às 08:15 com destino a Urubici/SC na serra catarinense. Seguimos pela BR-101 até Palhoça/SC que fica pouco depois de Florianópolis/SC para acessar a BR-282. Na BR-101 vimos pela primeira vez, nesta viagem, o Oceano Atlântico. Será que iríamos conseguir ir até o Oceano Pacifico conforme o planejado? A estrada é pedagiada, inclusive para motos, e o tráfego um pouco mais intenso, de São José/SC até sairmos em Palhoça/SC, foram os únicos inconvenientes desta estrada naquele dia.

Paramos no primeiro posto BR, no primeiro km da BR-282 (GPS: S27.65879° W48.68220°), por volta das 10:10 para abastecimento e um pequeno lanche, mas acabamos nos distraindo um pouco e só saímos uma hora depois, às 11:10 para continuar a viagem.

A BR-282 é uma estrada que me agrada, é uma subida de serra bem suave, com retas e curvas de média velocidade, com uma vegetação diferente da que encontramos em São Paulo e belas vistas para vales. Neste dia, uma terça-feira, pegamos um pouco de tráfego de caminhões na estrada, mas nada que atrapalhasse a nossa viagem, só um pouco de paciência, pois não é em qualquer trecho que se pode ultrapassar com segurança.

Uma hora depois, fizemos uma parada rápida na estrada (GPS: S27.69030, W49.12717) para fotos e nos agasalharmos um pouco mais, pois com a altitude a temperatura caiu um pouco.

Seguimos viagem pela BR-282, passando pelas cidades:
- Santo Amaro da Imperatriz/SC
- Águas Mornas/SC
- Rancho Queimado/SC
- Alfredo Wagner/SC
- Bom Retiro/SC

Alguns quilômetros depois de Bom Retiro/SC saímos da BR-282 e acessamos a SC-110 sentido Urubici/SC, outra estrada que gosto bastante, só que agora bem mais sinuosa, com curvas de baixa velocidade, são cerca de 25km até Urubici/SC.

Em Urubici/SC fizemos novo abastecimento no posto Ipiranga (GPS: S27.99025° W49.58267°) e aproveitamos para almoçar no restaurante “O Bifão” (GPS: S27.99049° W49.58265°), que ainda estava aberto e servindo comida. Tinha um buffet simples e pedimos para grelhar um bife na hora, bom e barato.

Às 14:30 pegamos a SC-370 sentido Serra do Corvo Branco, mas antes subimos o Morro da Igreja, que agora precisa de uma permissão de acesso, que deve ser solicitada na cidade, sem custo, mas que serve para controlar a quantidade de turistas que sobem lá com o intuito de preservar melhor o local. Para maiores informações entre em contato neste telefone (49)3278-4994.

O Morro da Igreja (GPS: S28.12651° W49.48245°) fica a uma altitude de 1822 msnm (metros sobre o nível do mar), tem uma vista fantástica por ser o quinto maior morro da região sul, perdendo por apenas 60m para o primeiro lugar. Lá também há uma instalação da Força Aérea Brasileira, com radares meteorológicos e de vigilância. É um dos lugares mais frios do Brasil, alcançando temperaturas bem negativas. Quando fomos, a temperatura estava agradável e o céu limpo, pudemos aproveitar muito o visual e tiramos várias fotos, inclusive da famosa pedra furada.

Depois do Morro da Igreja voltamos para a SC-370 com o objetivo de atravessar a Serra do Corvo Branco, mas tínhamos a informação de que a estrada estava sendo asfaltada com um trecho bloqueado para tráfego. De qualquer forma, queria levar a Claide para conhecer pelo menos o topo da serra, onde há uma bela vista.

Os primeiros 20km da SC-370, de quem partiu de Urubici/SC, está asfaltado em ótimo estado, depois, um trecho de 5km de terra batida com cascalho leva até o topo da serra. O começo do trecho de terra estava bem tranquilo, eu ia na frente e a Claide me seguindo. Na penúltima curva fechada para chegar no topo da serra, a menos de 700m, o piso apesar de firme, tinha muita pedra grande, e acabei reduzindo para passar com segurança. A Claide, quando percebeu, já estava bem próxima de mim e teve que frear para não batermos. Numa curva com inclinação como aquela, se tentar por o pé no chão, é certeza de tombo, e ela acabou “comprando um belo terreno” da região.

Escuto ela chamando no intercomunicador, paro a moto alguns metros à frente e, quando volto, vejo ela e a moto tombada no chão. Fico bastante preocupado se ela tinha se machucado muito, pois tinha caído bem em cima de umas pedras, até o capacete estava sujo por ter tocado o chão. Já a preocupação dela era com a moto, tentei acalmá-la e que qualquer problema com a moto consertaríamos, o importante era ela estar bem. A moto caiu numa posição ruim na subida. Para facilitar, preferi girar a Tiger no chão, em cima do protetor de motor (da Motopoint, que instalamos antes de viajar), deixando as rodas na parte baixa da subida e o guidão na parte alta. Fizemos um pouco de força e conseguimos levantá-la.

Sugeri darmos meia volta, mas a Claide, guerreira amazona… rs… mesmo com dor, quis continuar e conhecer o maldito corvo…

Chegamos bem no trecho em que a estrada corta a serra ao meio, tiramos a tradicional foto deste ponto e seguimos para a descida da serra do outro lado. A vista é deslumbrante, mas o primeiro trecho da estrada é assustador. Um trecho curto, de 300m, com meia dúzia de curvas cotovelo em descida num asfalto em péssimo estado de conservação. Devagar e com bastante cuidado fizemos a descida com tranquilidade. Aceleramos um pouco o ritmo, pois o tempo deste lado da serra estava bem fechado e começava a entardecer.

Conseguimos seguir por cerca de 5 km (GPS: S28.07318° W49.32843°), onde estava o início das obras, preparando a pista para receber o asfalto, que era um grande lamaçal, mas desistimos de atravessá-lo, pois já começava a chuviscar e a anoitecer. Se fosse só um trecho curto de estrada, dava até para tentar encarar, mas não sabíamos se iríamos encontrar outros trechos como aquele nos muitos quilômetros que faltavam até a próxima cidade.

Demos meia volta e começamos a retornar sentido Urubici/SC. Antes de chegar no topo do morro cruzamos com um motorista em um Land Rover no sentido contrário, que nos cumprimentou e avisamos que a poucos quilômetros dali a estrada estava fechada. Seguimos viagem, e agora, depois do susto da queda e a experiência da descida, a volta parecia muito fácil, e em pouco tempo já estávamos no asfalto.

Na saída para o Morro da Igreja há um bar/lanchonete (GPS: S28.04088° W49.48486°), onde paramos para nos aquecer um pouco, já começava a anoitecer e a temperatura foi caindo. Pedimos bebidas quentes (um chocolate e um café) e descansamos um pouco. Enquanto estávamos lá, o cara da Land Rover apareceu e puxou papo conosco, ele se chamava Celso, também era motociclista de São Paulo, muito simpático, contamos sobre a nossa viagem e ele nos deu várias dicas, mas a principal para aquela noite foi a indicação de uma pousada excelente e por um preço justo. Acabamos seguindo-o para nos mostrar onde ficava a pousada.

A pousada é uma de muitas hospedagens rurais de Urubici/SC, chamada Hospedagem Nossa Senhora das Graças (GPS: S27.99565° W49.56634°, booking.com), que fica na própria SC-370. Pegamos um chalé para casal, muito legal, com cobertores elétricos e uma pequena lareira, que foi a diversão da Claide durante a noite em tentar acendê-la e manter o quarto aquecido. Nisso subiu uma fumaceira dentro do chalé, que virou motivo de piada pelo resto da viagem.

Enquanto ela tomava banho e descansava um pouco depois do tombo daquele dia, fui até o restaurante “Zecas Bar” (GPS: S28.01072° W49.59068°) comprar o nosso jantar, pois na pousada só serviam café da manhã. Comprei uma truta com arroz e fritas para viagem, que depois tivemos que fazer a maior bagunça para conseguir comer, pois não tinham enviado talheres.

De barriga cheia e banho tomado encerramos a nossa aventura para aquele dia. Mas, na nossa cabeça acabou ficando, será que em todos os dias da viagem teríamos algum perrengue? No primeiro dia tivemos o pneu furado, no segundo foi uma briga para encontrar a câmara para substituição, no terceiro o tombo da Claide. O que será que nos espera nos próximos dias?

Veja também:
- o relato da Claide para este dia: "Consertando a moto, e seguindo viagem..."
- o relato do dia anterior: "Dia 01 e 02, de São Paulo à Joinville"
- o relato do dia seguinte: "Dia 04, de Urubici/SC à Passo Fundo/RS"

Anexos

  • Descrição do Arquivo
    Tamanho do Arquivo
    Tipo do Arquivo
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    Track Garmin (compacto) do trecho que fizemos no dia 03 da expedição.
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  • mr2014_03_full.GPX.zip
    Track Garmin (completo e compactado .ZIP) do trecho que fizemos no dia 03 da expedição.
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