Dia 10, Quebrada de Las Conchas em Cafayate/SAL/ARG

Dia 10, Quebrada de Las Conchas em Cafayate/SAL/ARG

  
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08/07/2014. O décimo dia de viagem estava reservado para conhecer a cidade de Cafayate/SAL e os arredores. Continuávamos brigando com o cansaço da viagem, tanto que tomamos café da manhã por volta das 9hs, mas só fomos subir nas motos ao meio-dia. Hoje rodaríamos pela Ruta Nacional 68 (RN68) e visitaríamos várias curiosas formações geológicas ao longo da estrada.

De manhã, o café da manhã no Hotel Portal Del Santo (GPS: S26.07612° W65.97404°) foi simples, com pães, frios e geleias, servindo para forrar o estômago. Depois demos uma boa organizada nas nossas tralhas e por volta das 12:20 estávamos saindo do hotel. Seguimos pela cidade no sentido norte, não chegamos a rodar nem 1 km na Ruta Nacional 40 (RN40) e já estávamos saindo dela para pegar a RN68.

O asfalto da RN68 estava impecável, encontramos apenas um pequeno trecho onde um desabamento trouxe um pouco de terra para a pista, mas foi só isso. O traçado dos primeiros 16 km da estrada são de retas com curvas de média velocidade, nos outros 40 km que percorremos, muitas curvas, algumas fechadas, acompanhando o leito do rio. Um ponto de atenção são os muitos turistas na estrada, encontramos alguns com os carros parados no acostamento e atravessando a pista para tirar fotos do rio Las Conchas, que batiza a Reserva Natural Quebrada de Las Conchas por onde a RN68 atravessa.

Fizemos a nossa primeira parada para fotos em uma formação bonita que vimos (GPS: S26.01832° W65.82517°), que não conseguimos descobrir até agora o nome. Tiramos várias fotos e continuamos o passeio. A próxima formação que vimos sem sair da RN68 foi a Castillos de Piedra (S25.99795° W65.81242°), que fica do outro lado do rio. Passamos em frente também do El Obelisco (GPS: S26.00558° W65.78414°).

Existem várias formações diferentes num trecho de 50km da RN68, uma sugestão é usar o mapa de GPS gratuito do Proyecto Mapear, onde a maioria das atrações estão marcadas com waypoints e você consegue planejar com antecedência quais você quer visitar.

Seguimos então para El Anfiteatro (GPS: S25.85514° W65.70157°), é possível parar no acostamento contrário da RN68, mas o melhor é pegar uma pequena estradinha de terra de 150m em bom estado e parar bem próximo da entrada, qualquer moto ou carro passava com tranquilidade. De fora parece uma grande fenda na pedra, mas ao entrarmos podemos ver um largo espaço como uma concha com uma acústica impressionante. Na entrada há ambulantes vendendo comida (comemos algumas simples mas deliciosas tortillas con queso), artesanato (feito com pedras locais) e músicos tocando músicas andinas. Vou ser sincero, é uma visita rápida, mas muito interessante imaginar como a natureza ao longo de milhares de anos esculpiu aquele lugar.

Encontramos dentro de El Anfiteatro, pequenas pilhas de pedras montadas por alguns turistas. Ali nos explicaram que eram como oferendas para que um pedido ou desejo se realizasse. Não resistimos e fizemos a nossa pilha desejando boa sorte para o resto da nossa viagem.

Na saída, dois casais argentinos, meio tímidos se nos abordavam ou não, vieram conversar com a gente. Muito amáveis, vieram perguntar sobre a nossa viagem, motos e equipamentos. O curioso foi que esbarramos com eles várias vezes nos dias seguintes.

A atração mais longe que fomos visitar foi a Garganta del Diablo (GPS: S25.84892° W65.70198°), a entrada é também uma fenda na rocha, lembrando o Anfiteatro, mas dentro a formação é diferente, mais estreita e longa. No fundo é permitido “escalar” parte das pedras e explorar um pouco mais esta formação. Eu todo paramentado não fiquei animado, mas a Claide, que adora uma aventura, foi lá conhecer.

Sem outras atrações planejadas para pararmos demos meia-volta na RN68 e seguimos sentido Cafayate/SAL. Na volta, em cima da moto mesmo, conseguimos ver outra formação, El Sapo (GPS: S25.94458° W65.72800°), e não é que parece um sapo mesmo.

Chegando em Cafayate/SAL, deixamos as motos no hotel, nos trocamos e fomos para a cidade tentar almoçar. Como já eram três horas da tarde, poucos restaurantes estavam abertos, e acabamos escolhendo um que ficava na praça central, chamado Peña Parrillada (GPS: S26.07346° W65.97680°). O atendimento levou uma eternidade, iam trazendo uma coisa de cada vez, primeiro uns molhinhos de entrada, quinze minutos depois trouxeram pãezinhos, mais vinte minutos as bebidas, e assim foi. Comida satisfatória, mas se houver outras opções abertas, eu arriscaria outro restaurante.

Na volta paramos na Heladeira Dessio, que fica ao lado da lanchonete Chikan (GPS: S26.07369° W65.97597°) que conhecemos no dia anterior. Pedimos sorvetes para cada um, a Claide arriscou um sorvete de vinho de uvas torrontés, mas depois de algumas colheradas acabou odiando. Eu me dei bem, escolhi um sorvete de doce de leite que estava muito gostoso.

Ainda bem que não encontramos nenhum lugar na rua para assistir o jogo do Brasil na copa e voltamos para o nosso quarto no hotel. Aquele foi o fatídico jogo do 7x1 da Alemanha. Por sorte só fomos sacaneados pelo Christian, nosso novo amigo do hotel.

Depois do jogo peguei uma carona na garupa da Claide para buscar as roupas na lavanderia. Para me deixar de cabelo em pé, ela ficava dando umas aceleradas e freadas, achei que iríamos pro chão. Para quem esta acostumado a pilotar, é muito estranha a sensação de ir na garupa…

Perto das oito da noite fomos jantar em um restaurante dentro da Bodega Nanni (GPS: S26.07442° W65.97427°), que fica a uma quadra do hotel. Para variar, estávamos abrindo o restaurante, éramos os primeiros clientes da noite. O lugar era muito bonito, romântico. Pedimos um vinho e empanadas para começar, como não estávamos com muita fome, pedimos somente mais uma salada e uma porção de frios e queijos. A comida foi OK, o restaurante valeu mais pela decoração do ambiente.

Cansados, voltamos para o hotel e capotamos.

Veja também:
- o relato da Claide para este dia: "Quebrada de Las Conchas"
- o relato do dia anterior: "Dia 09, de San Miguel de Tucumán/TUC/ARG à Cafayate/SAL/ARG"
- o relato do dia seguinte: "Dia 11, de Cafayate/SAL/ARG à Cabra Corral/SAL/ARG"

Anexos

  • Descrição do Arquivo
    Tamanho do Arquivo
    Tipo do Arquivo
    Downloads
  • mr2014_10_full.GPX.zip
    Track Garmin (completo e compactado .zip) do trecho que fizemos no dia 10 da expedição.
    35 KB
    2
  • mr2014_10_cpt.GPX
    Track Garmin (reduzido) do trecho que fizemos no dia 10 da expedição.
    104 KB
    gpx
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