Primeiro dia, com direto a guincho, e parada de 5 horas! 29/06/2014

Primeiro dia, com direto a guincho, e parada de 5 horas! 29/06/2014

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Iniciamos nossa viagem as 08:00, saindo de São Paulo, e escolhemos o caminho menos obvio...  Ao invés de descer pela Regis (BR-116), viemos pela BR-476, também conhecida por Rastro da Serpente... Passamos por Capão Bonito, Apiai, Ribeira e então entramos no Paraná por Adrianópolis... em Capão Bonito, iniciamos o "Rastro da Serpente",  após uns 150km de muitas curvas fechadas, mas com a paisagem de tirar o fôlego, paramos em Adrianópolis, apenas para descansar um pouco, e esticar as pernas....

Em seguida continuamos o rastro da serpente, somente por mais 23km, avistamos uma antiga estrada de pedras, optamos por parar as motos para admirarmos o lugar, tiramos algumas fotos, e partimos, destino Curitiba, faltava 120km, e seguindo para  Joinville, onde dormiríamos a primeira noite, porém, esse era o nosso plano, porque exatamente nessa hora, em um curva não tão fechada, a uns 80km/h, o pneu traseiro da minha moto, uma Triumph Tiger 800XC estourou, nessa hora além do susto, a moto ficou super pesada, e não conseguia ter o controle total, por sorte não caí, o que teria sido muito ruim em nosso primeiro dia de viajem, só que nesse momento a aventura estava apenas começando. Com o pneu furado, procurei um lugar seguro para pararmos as motos, e assim verificarmos o que havia ocorrido,  mais uns 3km, e encontramos, depois de acharmos um prego atravessado no pneu, e por se tratar de um pneu com câmara, tivemos que acionar o seguro, isso foi as 15:20, por muita sorte, onde estávamos tinha um filete de sinal, o que estava super difícil naquela região, acionamos a Mafre, e a mesma nós deu uma estimativa de 180 minutos para o Guincho de Curitiba chegar, passado esse tempo, ligamos e fomos informados que nem tinham localizado um guincho ainda, como se tudo isso não fosse suficiente, imaginem a situação, um casal, com duas motos, em na estrada meio deserta, um frio de 11 graus, mas a sensação térmica de muito menos, devido a mata fechada, e o vento que estava bem forte, mas só tinha se passado duas horas, e trinta minutos, depois da Mafre passar várias estimativas de tempo, 30, 40, minutos, 1 hora, 1 hora, e meia, e assim continuou a angústia, pasnem, até as 20:30, depois de passar a tarde, e um pedaço da noite em uma estrada pouco conhecida, um frio que nada esquentava o sufiente, e uma escuridão sem fim, o nosso tão esperado guincho surge para nós salvar, porém, o ser estava com muita má vontade, tivemos que ajudar a colocar a moto no guincho, a amarrar, e toda situação piorou quando pedimos gentilmente que ele levasse a moto até Curitiba, como o Guincho era de Apiaí, cerca de 60km de distância até onde estávamos, é claro que o cidadão queria que voltássemos, ao invés de ter que levar a moto até Curitiba, chegando a alegar que Curitiba estava lotado, e com tarifas de hotéis nas alturas, respondi que ele tinha razão, e que então trouxesse a moto até Joinville, assim cumpriríamos o trecho do primeiro dia, já tínhamos reserva, e o guincho era para uso de até 1200km, depois de um olhar fumininate de quem queria me estrangular, não teve outra opção a não ser atender a nossa solicitação, disse que era perigoso andarmos todo o trecho que faltava naquela hora, nesse momento entrou em ação o tchu tchu tchu (Oswaldo Bueno) em seu alazão branco, digo, sua super moto, e pediu que eu fosse em sua garupa, com toda confiança, e cuidado que se espera ver e ouvir. Depois disso o frio aumentou muito, mas seguimos viagem, pois o rastro da serpente tem 257km no total, só de curvas, e a 1:30 da madrugada chegamos em Joinville, ficamos esperando o guincho até que desistimos de esperar às 03:00, para nossa surpresa, ele chegou as 08:00, e com a moto em uma pick-up  courier da Ford para finalizar o tamanho do absurdo que nos submeteram no dia de ontem, com descaso total a seguranca, e integridade das pessoas!

Alguns pontos que gostaria de considerar, ficamos parados por 5 horas, e apenas duas pessoas pararam para nós oferecerem ajuda, um senhor em um gol preto, e um cara em seu caminhão bitrem, cheio de cimento.... O mais engraçado é que a polícia rodoviária passou na nossa frente por duas vezes, a tarde, e lá pelas 19:30, acreditem, nem reduziu a velocidade para saber se precisávamos de ajuda, ou até mesmo se não estávamos em apuros, ou se não oferecíamos algum risco para os viajantes daquele trecho, mas nada, da polícia nunca esperei muito, mas as pessoas estão ficando mais frias nesse aspecto, mesmo porque confiar em algo/alguém hoje em dia, é o que menos se vê!

Sei que muitos irão dizer, "tudo acontece com Claide", eu eu vou responder, "vocês tem razão, minha vida sempre foi bem mais emocionante do que o necessários", mas ontem o céu estava lindo, cheio de estrelas, parecia que tinha sido desenhado a mão, o que fizemos? Ficamos abraçados por causa do frio, olhando para o céu, rindo de nós mesmos, e felizes! Romantismo? Não! Apenas aproveitando da melhor maneira cada momento, e transformando grandes adversidades da vida, em oportunidades.

E assim terminou o nosso "apenas" primeiro dia, com um banho muito quente, e uma cama aconchegante para dormimos!

Veja também:
- o relato do Bueno para este dia: "Dia 01 e 02, de São Paulo a Joinville".
- o relato do dia seguinte: "Consertando a moto, e seguindo viagem..."

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